A Confederação nacional das Associações de Pais entende que o Procurador-geral da República exagerou ao falar em violência escolar no caso da luta entre uma docente e uma aluna por um telemóvel. Albino Almeida diz que esta situação é antes um caso de «indisciplina».
A Confederação Nacional das Associações de Pais considerou que o Procurador-geral da República exagerou ao considerar que a luta entre uma aluna e uma professora por um telemóvel num sala de aula no Porto deve ser considerado como «violência escolar».
Albino Almeida entende que a situação deve ser condenada e que esta apenas é uma situação de indisciplina, tendo o presidente da CONFAP considerado que os comentários de Pinto Monteiro são «extemporâneos».
«Percebendo as preocupações de não deixar alastrar a violência e de as prevenir dentro das escolas, continuamos a pensar que estamos perante um exagero nesta matéria», acrescentou.
O presidente da CONFAP recordou que apenas se está a falar de um telemóvel e de «atitudes inaceitáveis e reprováveis» a que a luta entre docente e a aluna deu origem, «mas não estamos a falar propriamente de algo que configure aquilo que são as declarações» do procurador.
Albino Almeida frisou que neste caso apenas se pode falar de «indisciplina em que houve todo o envolvimento de uma turma, o que merece uma reflexão».
Entretanto, uma fonte da Procuradoria-geral da República disse à TSF que este não é o momento para Pinto Monteiro fazer qualquer declaração gravada sobre este tipo de problema.