Sobre o caso dos lares de idosos que rejeitaram integrar doentes com Sida, o presidente da União das Misericórdias portuguesas, Manuel Lemos, considera que é preciso apostar na «pedagogia» para que situações como estas não se voltem a repetir.
A discriminação de idosos infectados com o vírus da sida pode levar à quebra de contratos entre o Estado e os lares que são apoiados com dinheiros públicos.
Uma ideia rejeitada pela União das Misericórdias portuguesa. O presidente Manuel Lemos considera que antes de punir é preciso sensibilizar.
«Estamos com um défice brutal de idosos que precisam de acolhimento», lembra Manuel Lemos, considerando que «não se devem cortar apoios» por causa de situações pontuais.
Este responsável apela ao «bom senso», salienta que é preciso apostar na «pedagogia» e rejeita que se opte por «cortar cabeças a torto e a direito».
A União de Misericórdias portuguesas tem vários lares e garante que nunca recebeu qualquer queixa de discriminação por parte de idosos com o vírus da SIDA.