Depois de uma reunião, esta terça-feira à tarde, com os representates dos professores, a primeira desde a manifestação do último sábado, o Ministério da Educação mostrou-se disponivel para discutir as regras do modelo de avaliação. Para a Fenprof, esta nova postura significa uma «luz ao fundo do túnel».
O Governo assume uma maior flexibilidade, mas recusa que esta nova postura tenha directamente a ver com a manifestação de professores que decorreu no sábado.
O secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, diz que esta abertura vem na sequência do processo negocial, sublinhando que não se trata de um adiamento geral, mas de adiamentos específicos para casos concretos das escolas que o requererem.
«As escolas que estão a avançar com a avaliação podem e devem continuar a fazê-lo, mas encontraremos soluções flexíveis para aquelas que têm manifestado dificuldade em concretizar o modelo de avaliação, por forma a concretizá-lo nas melhores condições», explicou Jorge Pedreira .
O responsável reconheceu ainda que o modelo de avalição de professores «não é perfeito», pelo que vai ter de ser «corrigido já no próximo ano lectivo».
Estas declarações agradaram à Fenprof, com Mário Nogueira a afirmar que, agora, «há uma luz ao fundo do túnel para desbloquear a situação».