O presidente do Comité Olímpico Internacional mostrou-se, esta segunda-feira, empenhado numa «diplomacia silenciosa» com a China em relação ao Tibete, adiantando que não pode fazer mais do que juntar-se aos líderes mundiais num apelo para uma solução pacífica.
O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) mostrou-se, esta segunda-feira, em Olímpia, onde se encontrava para participar na cerimónia de acendimento da tocha olímpica, empenhado numa «diplomacia silenciosa» com a China em relação ao Tibete.
Jacques Rogge mostrou-se preocupado com a violência no Tibete, onde a China tem reprimido manifestações de tibetanos, mas disse que o COI é uma organização desportiva que não pode fazer mais do que juntar-se aos líderes mundiais num apelo para que seja encontrada uma solução pacífica para o problema.
Rogge adiantou que não existem condições credíveis para um boicote olímpico e apelou aos contestatários para se absterem de qualquer tipo de violência durante o trajecto da tocha.
Entretanto, na cerimónia do acendimento da tocha olímpica, que ficou marcada por protestos a favor da causa tibetana, o presidente da comissão organizadora dos logos chineses, Liu Qi, disse, aos microfones, que «a chama olímpica vai espalhar a luz e a alegria, a paz e a amizade, a esperança e o sonho ao povo da China e a todo o mundo».