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Deputados portugueses não estão envolvidos em casos de fraude

 
Nenhum eurodeputado português está envolvido nos casos de fraude, que constam da auditoria interna divulgada por um eurodeputado britânico, segundo fontes de Bruxelas. Para Miguel Portas, deve ser aberto um inquérito sobre o caso.

 

 

O Parlamento Europeu garante que não há eurodeputados portugueses envolvidos nos vários casos de fraude, que constam de uma auditoria interna, divulgada por um eurodeputado britânico, asseguraram esta quinta-feira fontes de Bruxelas à agência Lusa.

O porta-voz dos eurodeputados socialistas portugueses já lamentou a denúncia feito pelo eurodeputado britânico, que lançou um escândalo no plenário ao revelar a existência de 140 milhões de euros em pagamentos indevidos feitos a pessoas que resultaram em fugas à segurança social e transferências ilegais para partidos.

«Aquilo que fez o meu colega britânico, que veio para imprensa dizer que há colegas seus que deveriam ir para a prisão, armando-se em investigador, procurador e juiz» é «lamentável», ainda mais porque faz acusações sem dar oportunidade aos acusados de se defenderem, fazendo uma «justiça popular instantânea», disse Paulo Casaca.

O também membro da Comissão de Controlo Orçamental acrescentou que qualquer fraude deve ser «exemplarmente examinada e julgada por quem de direito» e lembrou que o eurodeputado britânico que revelou a auditoria há quase um ano que não participava nas reuniões da Comissão.

O socialista admitiu ainda que na auditoria feita há dois anos constem alguns dados de irregularidades ou fraudes, mas lembrou que não cabe à Comissão de Controlo Orçamental dar seguimento à investigação.

Por seu lado, o eurodeputado social-democrata Carlos Coelho considerou que «alguns deputados, sobretudo britânicos, estão a reagir com algum exagero, ou porque são membros de partidos contra a construção europeia e estão a tentar encontrar aqui argumentos para o seu discurso contra a Europa ou porque estão envolvidos».

Carlos Coelho disse ainda que o caso envolve sobretudo deputados britânicos, não lhe parecendo «provável» o envolvimento de portugueses.

Já Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, defendeu a abertura de um inquérito sobre este caso, por considerar que «se há fraudes elas devem ser apanhadas».

Para o bloquista, este tipo de relatório não «mancha» a imagem dos eurodeputados, mas, pelo contrário, é «até necessário para melhorar a imagem da instituição parlamentar».



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