Uma auditoria diz que existiram 140 milhões de euros em pagamentos indevidos feitos a pessoas que resultaram em fugas à segurança social e transferências ilegais para partidos. Um eurodeputado britânico, que teve acesso ao documento, fala em «choque».
O Parlamento Europeu está a ser abalado por um escândalo que envolve pagamentos fictícios, fugas à segurança social e transferências ilegais para partidos políticos.
Segundo uma auditoria de 2006, foram gastos 140 milhões de euros em operações indevidas, um documento que alguns eurodeputados não querem ver publicado.
O eurodeputado liberal britânico Chris Davies, que teve acesso à auditoria, confirmou que esta faz referência a pagamentos a pessoas que não existem e mesmo um caso que um eurodeputado que ofereceu ao seu assistente um bónus equivalente a 19 salários.
Chris Davies utilizou palavras como «dinamite» e «choque» para descrever este documento ao qual, até agora, não existem quaisquer reacções oficiais.
Entretanto, o Departamento Anti-Fraude do da União Europeia já disse que precisará de cerca de dois meses para analisar esta auditoria, só depois decidindo se avançará com algum inquérito.