José Sócrates mostrou-se, esta segunda-feira, «chocado» com o duplo atentado em Timor-Leste, adiantando que Portugal estará «disponível» em ajudar na estabilização do país, apesar de não poder garantir para já novos apoios militares em Timor.
O primeiro-ministro português manifestou-se, esta segunda-feira, «chocado» com os atentados contra Ramos Horta e Xanana Gusmão, garantindo que Portugal estará «empenhado» e «disponível» em ajudar na estabilização do país.
José Sócrates, que falava aos jornalistas depois de um encontro com o presidente do parlamento de Timor-Leste, repudiou o duplo atentado e garantiu a solidariedade completa portuguesa com as instituições democráticas timorenses.
Questionado sobre a ajuda militar portuguesa em Timor, Sócrates considerou «prematuro» falar em novos apoios concretos, vincando que os militares portugueses estão integrados numa força das Nações Unidas, sendo necessário decidir «em função da avaliação que a ONU fizer».
No final do encontro, o presidente do Parlamento de Timor-Leste agradeceu o apoio português e assegurou que por agora a situação no terreno está controlada, sendo que só se piorar é que Timor vai pedir ajuda a Portugal.
«É preciso fazer uma investigação mais profunda» sobre o duplo atentado, mas «pelo aspecto» parece um «golpe de Estado», adiantou Fernando "La Sama" Araújo, admitindo que se estivesse em Timor também teria sido um alvo a abater.
O presidente do parlamento timorense lamentou ainda a falta de resposta das Nações Unidas no momento do ataque, no socorro a Ramos Horta.