O governo espanhol acusa o grupo separatista ETA de violar as tréguas acordadas, ao realizar um atentado, este sábado em Madrid, que provocou 19 feridos. O principal partido da oposição e as vítimas de terrorismo exigem que Zapatero rompa o cessar-fogo e dê uma «resposta contundente» ao atentado.
O governo espanhol acusa o grupo separatista ETA de ter violado as tréguas que estavam em vigor deste Março, ao realizar um atentado, este sábado, no aeroporto de Barajas, em Madrid, que causou 19 feridos.
O ministro espanhol da Administração Interna condenou, em conferência de imprensa, «rotundamente» o atentado que «interrompe nove meses de trégua».
Alfredo Perez Rubalcaba reiterou que «a violência é incompatível com qualquer diálogo em democracia» e garantiu que «não haverá concessões à organização terrorista enquanto não houver vontade de paz».
Para o ministro espanhol da Administração Interna, o grupo radical actuou de uma forma peculiar, não enviando um comunicado prévio, como lhe é habitual, apesar de ter feito dois telefonemas, um para a DYA de San Sebastian e outra para os bombeiros de Madrid.
O ministro acrescentou que o governo espanhol não vai aumentar as medidas de segurança, porque estas não foram em nada diminuídas «nos últimos meses» e a pronta actuação da polícia no atentado foi uma prova disso.
A explosão de uma viatura armadilhada no parque de estacionamento do terminal 4 do aeroporto causou 19 feridos, um deles em estado grave, segundo Manuel Covo, da Protecção-Civil de Madrid. Entretanto, a rádio espanhola Cadena Ser avança que uma pessoa se encontra desaparecida.
A actividade aeroportuária no terminal 4 do aeroporto de Barajas já está normalizada, depois de o local ter sido evacuado devido à explosão.
Alguns passageiros que se encontravam no local no momento da explosão relataram à agência EFE que ouviram uma forte detonação na zona do parque de estacionamento, que causou a quebra de vidros e levou várias centenas de viajantes a fugir para as pistas.
Na sequência deste atentado, a vigilância foi reforçada nos aeroportos de Paris, sobretudo na zona aeroportuária onde estão localizados os balcões da companhia aérea espanhola Ibéria.
Entretanto, o presidente do Partido Popular, Mariano Rajoy, exigiu ao governo de Zapatero que suspenda qualquer contacto com a organização terrorista ETA e que transmita «tranquilidade aos espanhóis».
Também a associação espanhola de vítimas do terrorismo exigiu ao executivo espanhol que dê uma «resposta contundente» ao ataque da ETA, rompendo definitivamente as tréguas e retomando o combate à organização separatista basca.