O ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros deverá suceder a Kofi Annan como secretário-geral da ONU. Ban Ki-Moon recebeu 14 votos a favor do Conselho de Segurança, não tendo qualquer voto contra dos membros permanentes deste órgão.
O ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros praticamente assegurou a eleição para secretário-geral das Nações Unidas, ao tornar no único candidato à sucessão de Kofi Annan que não teve o veto na última votação informal do Conselho de Segurança para o efeito.
Ban Ki-Moon ficou ainda mais isolado na corrida para a sucessão ao actual secretário-geral após a desistência do seu principal rival, o indiano Shashi Traroor, que teve três votos contra, um dos quais veto, e duas abstenções, para além de dez votos a favor.
Por seu turno, o candidato sul-coreano recebeu 14 votos favoráveis e uma abstenção, sem que tenha tido qualquer opinião por parte dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: EUA, Reino Unido, França, Rússia e China.
«Estou encantado com os resultados da votação, mas, ao mesmo tempo, sinto-me muito acabrunhado pela responsabilidade», afirmou o chefe da diplomacia sul-coreana.
A letã Vaira Vike-Freiberga, a única mulher e não asiática a concorrer a este carga, teve cinco favoráveis e quatro abstenções, mas seis votos contra, dois quais de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Jayantha Dhanapala, do Sri Lanka, que também chegou a ser candidato a este cargo, tinha já abandonado na sexta-feira a corrida a secretário-geral da ONU, ao receber apenas três votos numa votação feita na quinta-feira.
A eleição de Ban Ki-Moon como secretário-geral da ONU deverá ser recomendada provavelmente na segunda-feira pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral das Nações Unidas, que geralmente limita-se aceitar a nomeação.
Caso se confirme a eleição de Ban Ki-Moon, o actual chefe da diplomacia sul-coreana tornar-se-á o oitavo secretário-geral da organização desde 1946, sucedendo ao ganês Kofi Annan, que termina o seu mandato a 31 de Dezembro.