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Annan quer «muito bom começo» para constituição de força

O secretário-geral das Nações Unidas espera que a reunião dos 25 ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia seja «um muito bom começo» para a constituição da força da ONU a deslocar para o Líbano. Entretanto, a França diz que irá comandar esta força.

O secretário-geral das Nações Unidas considerou que a reunião que vai juntar os chefes da diplomacia dos 25 países da União Europeia será «um muito bom começo» para a constituição de uma força de 15 mil homens a enviar para o Líbano.

À chegada a Bruxelas, onde vai irá participar nesta reunião, Kofi Annan clarificou que não espera obter esta sexta-feira um compromisso para a totalidade dos 15 mil homens, mas apenas «um muito bom começo» nesse sentido.

«Estou confiante de que a reunião vai ter sucesso e que a Europa assuma a sua responsabilidade e mostre solidariedade para com o povo do Líbano», acrescentou após um encontro com o ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Guy Verhofstadt.

Annan confirmou ainda que «anunciará esta tarde» qual o país que vai liderar a FINUL, numa altura em que a França já tinha garantido que seria ela a fazê-lo.

Em entrevista à rádio RTL, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros adiantou que o comando da força a estacionar no Líbano será feito pela França pelo menos até 2007, altura em que a ONU decidirá «quem continuará o trabalho».

Philippe Douste-Blazy negou que haja algum tipo de rivalidade com a Itália, que também está disponível para liderar a força, assegurando que Paris e Roma trabalham «lado a lado» desde o início da crise.

Por seu lado, o ministro italiano da Defesa aventou a hipótese de a força da ONU poder ter um comando franco-italiano, com Paris a ficar com a responsabilidade das operações no terreno e a Itália com a ligação à ONU.

«Para a missão da FINUL, pedimos que haja um comando operacional junto da ONU, distinto do comando do terreno, a fim de garantir a segurança máxima para os que estão no terreno», explicou Arturo Parisi em entrevista ao jornal italiano «La Repubblica».

Neste cenário, a força da FINUL continuaria a ser comandada pelo general francês Allan Pellegrini, com os italianos a assumirem o controlo do Departamento das Nações Unidas para as Operações de Paz.

Estas declarações surgem no dia em que 170 soldados franceses chegaram ao Líbano, no quadro do reforço da Força Interina das nações Unidas no Líbano (FINUL), juntando-se estes a outros 49 homens que estão na região há uma semana.

Os soldados que chegaram esta sexta-feira ao porto de Naqoura são especialistas na limpeza dos estragos feitos na região, reconstrução e desminagem, devendo estes homens operar por fases, começando pela securização do terreno e pela reconstrução de um mínimo de estruturas de acolhimento, avançou o almirante francês, Xavier Magne à AFP.



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