Tony Blair está esperançado que seja possível apresentar, nos próximos dias, um plano de paz que permita um cessar-fogo das hostilidades no Líbano. O anúncio surge no mesmo dia em que Condoleezza Rice defendeu que um cessar-fogo na região tem de ser sustentado num acordo que resolva as causas do conflito.
O primeiro-ministro Tony Blair espera que seja possível apresentar, nos próximos dias, um plano de paz que conduza um cessar-fogo das hostilidades no Líbano.
«Tem havido nestes últimos dias enormes esforços diplomáticos para chegar ao ponto em que, espero, nos próximos dias, possamos dizer claramente qual é o nosso plano para chegar a uma cessação das hostilidades», disse o primeiro-ministro britânico.
As hostilidades «devem parar dos dois lados e isso não chegará se não tivermos um plano para as evitar e é sobre isso que estamos a trabalhar neste momento», anunciou Blair durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo iraquiano, Nuri al-Maliki.
O primeiro-ministro britânico classificou o conflito no Líbano de «catástrofe que prejudica o país e a sua frágil democracia», declarou Blair, acrescentando que as hostilidades devem parar «dos dois lados».
«Precisamos de um plano a curto prazo para pôr fim às hostilidades e de um plano a largo prazo» para resolver os problemas da região, explicou. «Enquanto não atacarmos o problema israelo-palestiniano e não o resolvermos, na medida em que não apoiamos as pessoas na região que defendem a democracia (...) outros, como Hezbollah e os seus apoiantes, (...) ganharão», frisou Blair.
Por seu turno, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, manifestou-se hoje em Beirute, durante uma visita surpresa, «profundamente preocupada» com a sorte do povo libanês e com a situação humanitária no Líbano.
Antes da sua chegada ao Líbano, a chefe da diplomacia norte-americana tinha apelado a um cessar-fogo «urgente», na condição de que fosse «viável».
Segundo Rice, qualquer acordo deve começar por resolver as causas do conflito: o estabelecimento da soberania do Governo libanês em todo o território, o destacamento de soldados libaneses para a fronteira com Israel e o desarmamento do movimento xiita libanês Hezbollah.
Em Beirute, Rice manteve encontros com o primeiro-ministro Fouad Siniora e com o ministro dos Negócios Estrangeiros Faouzi Salloukh.
Na próxima quarta-feira, tem início em Roma uma cimeira internacional sobre o Líbano que conta, entre outros, com a participação do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, Condoleezza Rice, bem como ministros e altos responsáveis de 18 países.