Duante a apresentação do programa de Governo, o novo primeiro-ministro italiano defendeu que as tropas italianas devem sair do Iraque logo que possível. Romano Prodi disse ainda que a guerra no Iraque foi um «erro grave».
O primeiro-ministro italiano anunciou, esta quinta-feira, que vai propor ao Parlamento que a retirada dos militares italalianos do Iraque respeite os «tempos técnicos necessários».
Durante a apresentação do programa de governo, Romano Prodi sublinhou que vai consultar todas as partes interessadas sobre as modalidades da retirada, por forma a garantir as «condições de segurança».
Questionado pela oposição, o novo chefe do governo afirmou que não vê diferença «entre o que disse e o que dizia o anterior Governo sobre a retirada antes do fim de 2006».
Em Janeiro do ano passado, o governo de Silvio Berlusconi anunciou que os cerca de três mil militares enviados para o Iraque regressariam a casa até ao final do ano.
Durante o seu discurso, Romano Prodi disse ainda que a guerra no Iraque foi um «erro grave», sublinhando que, com ela, se abriu uma «caixa de Pandora».
No entender de Prodi, a Itália está «na primeira linha» da luta contra o terrorismo, mas sempre sob a égide das organizações internacionais como a ONU.