A ministra da Educação diz não compreender porque o Procurador-geral da República tem como prioridade a investigação de casos relacionados com violência escolar. Ouvida pela TSF, Maria de Lurdes Rodrigues confirmou que o número destes casos baixou e é marginal.
A ministra da Educação não concorda com as prioridades do Procurador-geral da República que pretende investigar casos de violência em meios escolares.
Para Maria de Lurdes Rodrigues, a escola continua a ser um local seguro para as crianças onde a violência raramente acontece, algo que a ministra suporta com os números existentes.
«O que sabemos é que neste último ano lectivo a violência e a indisciplina, estas ocorrências, baixaram muito e estamos sempre a falar de actos muito marginais e de uma incidência muito, muito reduzida», explicou.
No entender de Maria de Lurdes Rodrigues, há questões bem mais graves que deveriam merecer uma maior atenção de Pinto Monteiro, isto porque, insistiu a ministra, «em regra, as ocorrências são raríssimas».
A ministra da Educação confirmou ainda que a procuradoria não pediu qualquer elemento sobre a questão ao Ministério e que ainda não houve qualquer conversa a este respeito entre Maria de Lurdes Rodrigues e Pinto Monteiro.
«Certamente que não o fará sem antes ouvir e se informar sobre as situações e portanto confio no que a sua sensibilidade certamente o ajudará a resolver este problema», concluiu.