A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) não está de acordo com o modelo encontrado para comemorar os 140 anos do comando do Porto. A cerimónia de amanhã inclui uma parada militar, o que para Paulo Rodrigues é um sacrifício.
O ministro da Administração Interna vai estar amanhã presente na cerimónia, que representa para o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues, mais um sacrifício do que uma festa.
«Há muitos anos que temos advertido a direcção nacional para dar à PSP o cariz civilista que a própria lei já transmitiu há muito tempo. Nós somos uma força de segurança civil. Não faz sentido continuarmos com uma tradição pura e simplesmente militarista», realçou.
«É complicado para os homens e mulheres presentes nesta cerimónia, ficarem obrigados a estar ali duas horas e tal de pé, à espera que a cerimónia acabe. É mais um sacrifício do que propriamente um dia de festa», prosseguiu.
O dirigente da associação sindical da PSP diz ainda que gostava de ouvir o ministro Rui Pereira anunciar o aumento do número de efectivos no Comando Metropolitano do Porto e a realização de cursos de formação de polícia.
Num comunicado, a ASPP-PSP/Porto lamentou este domingo as condições em que os polícias trabalham naquela estrutura, onde «a falta de efectivos obriga a uma gestão extremamente apertada, que não é nada benéfica para os profissionais e muito menos para a segurança pública».
O documento acrescenta que, para realizar a «Operação Polícia Sempre Presente - Verão em Segurança», a PSP/Porto tem sobrecarregado o horário dos polícias, duplicando-o no caso do destacamento do Corpo de Intervenção.