A PJ revelou, esta quinta-feira, à TSF que não prosseguiu com as buscas junto à Barragem da Bravura por considerar que a pista avançada pelo jornal holandês não tem consistência. A polícia prefere assim concentrar as investigações no Ocean Club.
A Polícia Judiciária revelou, esta quinta-feira, à TSF que está convencida que a pista avançada pelo jornal holandês The Telegraaf tem pouca consistência e, como tal as buscas junto à Barragem da Bravura não foram retomadas esta quinta-feira.
Em declarações à TSF, uma fonte da PJ disse que se não há inspectores da polícia no local é porque simplesmente não vale a pena prosseguir com as investigações apontadas pela carta anónima enviada para o diário holandês, segundo a qual o corpo de Madeleine estaria enterrado a cerca de 15 quilómetros do Ocean Club, na Praia da Luz.
Os inspectores da Policia Judiciária estiveram, quarta-feira, no suposto local a fizer medições e fotografias no terreno, mas esta quinta-feira decidiram não regressar ao sitio indicado.
Mesmo assim, a PJ fez saber que não descarta a hipótese de fazer buscas mais tarde, sublinhando, no entanto, que a investigação policial é feita com dados científicos e não com base em denúncias anónimas.
Só nos 42 dias após o desaparecimentos de Madeleine McCann, a policia já recebeu centenas de cartas de meios de comunicação social e de anónimos que dizem ter visto a criança britânica, sendo que nenhuma das informações se veio a verificar.
Na própria pista de Marrakech, segundo a qual a criança terá sido vista pelo menos em três áreas de serviço por várias pessoas, a policia ainda não conseguiu confirmar nada.
A PJ continua, no entanto, a dizer que tem concentrado a sua investigação no aldeamento turístico da Praia da Luz, onde ainda estão alojados os McCann, por considerar prioritário saber o que se terá passado na noite do desaparecimento da criança inglesa de quatro anos.