Depois de oito horas a serem ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal, os onze jovens detidos quarta-feira nos incidentes na baixa de Lisboa sairam em liberdade mas sujeitos a termo de identidade e residência.
À saída do Tribunal de Instrução Criminal (TIC), onde os arguidos foram ouvidos por um juiz de instrução criminal, a advogada dos jovens, Florinda Baptista, referiu que «o inquérito prossegue os seus termos», negando que os seus clientes tenham praticado actos violentos.
Durante o dia de hoje a PSP explicou a intervenção policial sobre o grupo de manifestantes. Numa versão diferente da dos detidos, a PSP diz ter registado actos de vandalismo e rejeita que tenha havido excessos na intervanção policial sobre os jovens.
Enquanto os detidos eram ouvidos no TIC, mais de 20 pessoas ligadas a grupos autónomos anti-capitalistas e anti- fascistas que participaram em manifestações comemorativas do 25 de Abril reuniram-se em frente do tribunal para mostrar
a sua solidariedade.
Jovens dizer ter provas de excesso de violência
Em declarações à Lusa, um membro de um grupo autónomo disse que na quarta-feira estes grupos «apenas manifestaram a sua indignação contra a actual crescente expressão fascista no país, nomeadamente contra o PNR».
«Nós participámos numa manifestação quarta-feira que não era ilegal e que começou às 18:00 na Praça da Figueira, em direcção à Praça Luís de Camões», disse, sublinhando que «durante a manifestação tudo decorreu dentro da normalidade».
«Os incidentes com a PSP apenas começaram após a manifestação, quando vários jovens se dirigiam ao Rossio e foram encurralados pela Polícia, que de imediato começou a espancar os jovens», disse também o mesmo elemento, considerando que a situação demonstra «um claro excesso de violência».
Garantiu que o grupo dispõe de imagens, que estão a ser tratadas e que vão fazer chegar à comunicação social, que provam os «excessos da Polícia».