Os onze manifestantes detidos após confrontos com a polícia no 25 de Abril em Lisboa foram constituídos arguidos esta quinta-feira. Entretanto, a advogada da maioria já contestou as acusações da PSP e negou que os jovens pertençam a algum movimento.
Os 11 manifestantes detidos após confrontos com as autoridades policiais no 25 de Abril em Lisboa foram constituídos arguidos esta quinta-feira e estão sujeitos ao termo de identidade e residência e poderão agora ser agora ouvidos pelo juiz de Instrução Criminal.
A decisão do Ministério Público surgiu poucas horas depois de a PSP afirmar que vários agentes foram agredidos durante a manifestação, por jovens que possuíam armas.
A advogada da maioria dos detidos, Florinda Baptista, já contestou as acusações da PSP, afirmando que «para além de estarem em menor número», os jovens «não estavam armados» e foram eles que ficaram com «hematomas» devido à «violência policial».
A advogada disse ainda que os doze jovens «declararam que resistiram à violência, porque estavam a ser agredidos», mas «nem sequer bateram nos polícias, pelo contrário».
Os detidos «não pertencem a movimento nenhum», mas simplesmente «jovens que estavam a participar na marcha da liberdade» e que «gritaram a favor da Liberdade porque era o dia 25 de Abril», acrescentou.
Florinda Baptista disse ainda que «houve alguns manifestantes que fugiram quando a policia» chegou e outros «entraram em lojas para evitar serem detidos».