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PSP nega abuso policial em manifestação «não autorizada»

 
A PSP negou, esta quinta-feira, ter cometido abusos policiais nos desacatos com movimentos extremistas que se manifestaram no 25 de Abril em Lisboa, mas admite ter usado a força. A polícia acrescentou ainda que a manifestação não estava autorizada.

 

 

A Policia de Segurança Pública (PSP) negou, esta quinta-feira, que tenha havido qualquer abuso policial na manifestação de movimentos extremistas no 25 de Abril em Lisboa, que resultou na detenção de onze pessoas.

O Comando Metropolitano da PSP, numa reacção às acusações de abuso policial, explicou que por volta das 18:00 de quarta-feira, cerca de 150 indivíduos ligados a vários movimentos extremistas, identificados com símbolos anarquistas e libertários, juntaram-se na Praça da Figueira para iniciarem uma manifestação «não autorizada».

Cerca de 20 minutos após o inicio do protesto, um grupo de 50 manifestantes decidiu avançar por outro percurso, em direcção à sede do Partido Nacional Renovador (PNR), iniciando uma outra marcha, sempre marcada por actos de vandalismo e agressões, até mesmo contra elementos da policia.

«Neste percurso agrediram e injuriaram pessoas e elementos policiais e fizeram diversos actos de vandalismo» com vários tipos de armas, sublinhou a subcomissária da PSP Paula Monteiro.

Nessa altura, e dada a intensificação de actos de violência, foram chamados a intervir mais elementos policiais, nomeadamente o Serviço de Intervenção Rápida e o Corpo de Intervenção da PSP.

A subcomissária Paula Monteiro adiantou que o uso da «força física» por parte da polícia foi necessária, «face às agressões que estavam» a ser cometidas «contra os agentes policiais», mas negou que tenha havido uma carga policial ou excesso de força.

A PSP afirmou ainda que não foi possível identificar os organizadores da manifestação, dado que nenhum deles se assumiu como tal.

Na sequência dos desacatos de quarta-feira, foram detidas onze pessoas, nove homens e duas mulheres, que estão já a ser ouvidas no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Entretanto, o ministro da Justiça, Alberto Costa, disse não ter qualquer informação sobre este caso, negando-se assim a comentar.



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