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Linha telefónica para dúvidas e denúncias ainda este ano

Uma linha telefónica para esclarecer dúvidas sobre a Internet e identificar situações suspeitas na rede deverá entrar em vigor ainda este ano. Entretanto, um estudo revela que os portugueses se preocupam pouco com as questões de segurança na web.

 

 

Os portugueses vão passar, ainda durante este ano, a dispor de uma linha telefónica através da qual poderão esclarecer todas as dúvidas sobre a Internet e denunciar situações na rede que lhes pareçam suspeitas.

O projecto da criação dessa linha telefónica, que aguarda a avaliação da Comissão Europeia para poder entrar em funcionamento, partiu de um consórcio português, do qual faz parte um instituto público, a Agência para a Sociedade do Conhecimento.

Os cidadãos poderão ligar para esta linha telefónica e, caso se verifique que se trata de «uma situação ilegal, serão tomadas as medidas correspondentes de verificação e correcção da situação, na medida do possível», explicou à TSF o presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento.

Luís Magalhães adiantou que, em Portugal, as queixas sobre a segurança na Internet são diminutas e alertou para os perigos da rede, já que a web, como forma de interacção social é uma enorme oportunidade» para uma pessoa ter informações, mas também uma ocasião de «encontrar quem não se deseja».

Estas declarações surgem no dia que se assinala, por toda a Europa, o Dia Europeu para uma Internet mais Segura, como forma de sensibilizar as pessoas para os riscos do uso da rede.

Esta iniciativa acontece numa altura em que Portugal, Reino Unido e Polónia estão a ser palco do primeiro estudo europeu que visa comparar a explosão das crianças aos riscos da rede.

Em declarações à TSF, Cristina Ponte, coordenadora da equipa portuguesa envolvida neste estudo, explica que as famílias portuguesas não revelam grande preocupação quanto aos perigos da Internet, porque Portugal é «dos países em que há um maior fosso geracional».

Enquanto as crianças começam a utilizar a rede desde sensivelmente os nove anos , revelando desde logo «uma grande destreza tónica nas novas tecnologias», são menos de metade os adultos portugueses que fazem uso da web.

As regras quanto ao uso da Internet mais frequentes entre portugueses prendem-se com tempo de utilização, adiantou Cristina Ponte, acrescentando que, «em relação ao não fornecimento de dados de identidade, verificamos que apenas 15 por cento das famílias usa esta regra».

A coordenadora da equipa portuguesa envolvida neste estudo alertou ainda as famílias portuguesas para alguns cuidados, como o «fornecimento de fotografias e de dados pessoais», o «risco de violência, quase de chantagem permanente, através de mensagens que recebem sem desejar» ou o acesso a sites de «conteúdos politicamente violentos».



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