O dono do barco naufragado acusa as autoridades de não terem resgatado alguns tripulantes da embarcação, mesmo depois de os terem avistado com vida. Três homens já foram localizado sem vidas, enquanto outros três continuam desaparecidos.
O dono do barco naufragado acusa as autoridades de não terem resgatado alguns tripulantes da embarcação, mesmo depois de os terem avistado com vida. Três homens já foram localizado sem vidas, enquanto outros três continuam desaparecidos.
O dono da embarcação que naufragou, esta sexta-feira, perto da Nazaré, criticou as autoridades por não terem resgatado atempadamente os tripulantes que foram avistados com vida pouco depois do acidente.
O barco «Luz do Sameiro» naufragou a cerca de 50 quilómetros da praia da Légua, em Pataias, a norte da Nazaré, com sete pessoas a bordo, uma das quais resgatada com vida.
Manuel Gavina Maio, proprietário do barco e pai do mestre da embarcação, afirmou que as autoridades «deixaram os homens morrer» a poucos metros da praia, mesmo depois de os ter avistado.
As críticas do armador são confirmadas por vários populares que acompanharam desde o primeiro momento o naufrágio do «Luz do Sameiro».
O comandante da Capitania da Nazaré, José Miguel Neto, contesta estas acusações, ao explicar à agência Lusa, que o helicóptero resgatou apenas um tripulante com vida no «tempo exequível», acrescentando que o mar estava muito agitado. Entretanto, três corpos já foram localizados, estando ainda três homens desaparecidos.
As autoridades manifestam poucas esperanças em encontrar com vida estes cinco desaparecidos devido à baixa temperatura da água, que ronda os dez graus, já que o ser humano não consegue facilmente resistir a temperaturas tão baixas.
Seis dos tripulantes do navio são da uma comunidade piscatória dos arredores de Vila do Conde. Já o cidadão resgatado com vida é de nacionalidade ucraniana.