O incêndio que está a lavrar em Porto de Mós já obrigou à evacuação do parque de campismo local. Entretanto, uma operadora de comunicações que estava envolvida no combate a este incêndio foi encontrada morta.
O parque de campismo de Porto de Mós foi evacuado na sequência do incêndio que está a lavrar nesta cidade e que está a ameaçar já as aldeias de Pedreiras, Moleanos, Casais de Santa Teresa e Ataíja, perto do IC2.
Em declarações à TSF, o presidente da câmara de Porto de Mós explicou que as chamas estão a lavrar em duas frentes e que uma destas se dirige para a localidade de Moleanos, já no concelho de Alcobaça.
Segundo João Salgueiro, a outra frente de fogo está nas proximidades de Pedreiras, onde se localiza o parque de campismo e também habitações que estão no sopé da Serra dos Candeeiros em plena floresta.
«As duas frentes de fogo estão muito activas. A situação está muito complicada também devido ao vento que faz com que o fogo avance mais rapidamente, tendo os bombeiros depois mais dificuldade em o combater», acrescentou.
João Salgueiro adiantou que os dois meios aéreos disponíveis não são suficientes, uma vez que as duas frentes de fogo estão bastante activas e que até agora já foram consumidas «muitas centenas de hectares» neste incêndio.
«A nossa perspectiva é de fogo posto. Tivemos na mesma zona sete incêndios. Ontem ocorreram incêndios à mesma hora em vários sítios. Não são causas fortuitas, mas sim fogo posto», concluiu.
Entretanto, uma das operadoras de comunicações do Centro Distrital das Operações de Socorro de Leiria foi encontrada morta na cabine do veículo que coordena as operações de combate a este incêndio.
A informação foi confirmada à TSF pelo próprio autarca de Porto de Mós, que suspeita que esta operadora tenha sido vítima de uma intoxicação por monóxido de carbono.
«Faleceu já de madrugada. Quando deram por ela, ela já estava inanimada. Ao aperceberem-se da situação ela estaria já numa situação complicada», acrescentou João Salgueiro.
O corpo da operadora, de cerca de 30 anos, foi entretanto transportado para o Hospital de Alcobaça, onde será feita a autópsia para apurar as causas da morte.
Em toda a área do incêndio, estão 336 bombeiros, apoiados por 89 viaturas e dois meios aéreos, contando com um Grupo de Reforço de Incêndios Florestais de Setúbal.