O capitão da GNR José Pires, ex-comandante do destacamento de Braga, foi libertado depois de ter confirmado, no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, declarações que fez à PJ sobre tráfico de influências no comando da Brigada Norte em relação ao Sporting de Braga.
Após ter deixado o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), o ex-comandante do destacamento da GNR de Braga adiantou que esteve apenas 10 minutos naquele departamento do Ministério Público, onde se limitou a confirmar declarações prestadas na Polícia Judiciária Militar (PJM) a 11 de Abril.
José Pires foi detido sob acusação do crime de deserção e ficou sujeito à medida de coacção de Termo de Identidade e Residência.
A existência de faltas injustificadas ao serviço por parte de José Pires terá levado a que este fosse acusado de deserção no dia 11 de Abril.
Uma fonte ligada ao processo disse à TSF estranhar que a detenção tenha ocorrido hoje, quando a ordem de deserção foi publicada a 11 de Abril, e nesse mesmo dia o capitão Pires se apresentou voluntariamente na PJM para prestar declarações sobre este processo.
«Esta tarde, a PJ militar foi-me buscar a casa em Braga, conduziu-me ao Porto e depois de cumprir algumas formalidades fui presente a uma magistrada do Ministério Público no DIAP onde confirmei as declarações prestadas no dia 11. Estive lá apenas 10 minutos», disse à TSF.
Esta manhã, o ex-comandante do destacamento da GNR de Braga denunciou à TSF a existência de tráfico de influências, irregularidades e favorecimento no comando da Brigada Norte. Em causa estão dívidas do Sporting de Braga relativas à segurança dos jogos.