O Dia Mundial da Hemofilia assinala-se segunda-feira, com o lema «tratamento para todos», um objectivo não alcançado em Portugal, onde a resposta à doença varia consoante a região em que o doente vive, denuncia a Associação Portuguesa dos Hemofílicos.
Em Portugal há cerca de 700 hemofílicos notificados. Mas este número deverá ser muito superior, pois «não há um recenseamento nacional desta doença no nosso país por isso pode acontecer que muitos hemofílicos não saibam que têm a doença, nem estejam notificados», explica Maria de Lurdes Fonseca, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Hemofílicos (APH).
Lurdes Fonseca recorda que «desde 1980 que o Conselho da Europa recomendou o recenseamento nacional do hemofílicos em todos os países europeus», por isso a vice-presidente pede que ao executivo português que «avance com esta medida».
A hemofilia é um distúrbio da coagulação do sangue, pouco comum, que afecta aproximadamente 400 mil pessoas em todo o mundo.
Para este ano, a Federação Mundial de Hemofilia escolheu o tema "Tratamento para todos" que «significa que todas as pessoas com transtorno da coagulação deveriam ter acesso a um tratamento seguro e eficaz, até que se descubra uma cura».
A pretensão significa «também manter níveis adequados de atenção em países desenvolvidos».
«Lutar pelos melhores produtos de tratamento e por mais centros de tratamento da hemofilia» é outra das reivindicações que serão lembradas no dia mundial da doença.
Lurdes Fonseca lamentou que a resposta aos hemofílicos não seja «igual em todo o território», o que se deve à ausência de «linhas orientadoras» para esta doença.
Para assinalar a efeméride, a APH vai estar em Lisboa e no Porto a «divulgar a hemofilia a toda a comunidade», através de folhetos, boletins e brochuras.