O arguido Marcus Fernandes, acusado da morte de dois agentes da PSP na Amadora, em Março de 2005, disse esta segunda-feira, durante a reconstituição do crime, que não se lembra de nada.
Segundo fonte policial, Marcus Fernandes chegou ao local rodeado de forte aparato policial por volta das 14:30 e, quando questionado sobre o que se tinha passado no dia 20 de Março de 2005 no parque de estacionamento do Chop Bar, no Bairro de Santa Filomena, disse não se lembrar de nada.
O luso-brasileiro esteve «cerca de cinco minutos» na zona exterior do bar, onde ocorreu o homicídio do dois agentes da PSP, tendo sido levado novamente para o Estabelecimento Prisional do Linhó, onde se encontra detido.
A reconstituição do crime começou cerca das 14:15 depois de ter sido montado um grande aparato policial, com corte de estradas e um perímetro de segurança na presença do colectivo de juízes presidido por Ana Paula Conceição, procurador do Ministério Público, José António Espada Nisa e os advogados.
No local estiveram várias testemunhas, nomeadamente o agente Pedro Pereira, o terceiro agente que acompanhava os falecidos Carlos Abrantes e Paulo Alves, peritos da Polícia Judiciária, Viriato Brito, proprietário do Chop Bar e João Martins, conhecido por "João bomba" que esteve com o arguido na noite do crime no referido bar.
Marcus José Fernandes, 31 anos, está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional do Linhó, Cascais. O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária numa casa em Melides, Grândola, um dia depois de, alegadamente, ter cometido o duplo homicídio.