O director nacional da PJ Santos Cabral esclareceu que os cinco pontos constantes de um despacho revelado pelo DN nada têm a ver com «prioridades de investigação criminal». O ministro Alberto Costa assegura que o combate ao ceime económico é para continuar.
O director nacional da Polícia Judiciária desmente que o crime económico tenha deixado de estar nas prioridades da PJ, tal como tinha noticiado o «Diário de Notícias».
Ouvido pela TSF, Santos Cabral clarificou que os cinco pontos constantes no despacho citado pelo jornal não se referem a «prioridades de investigação criminal», sendo apenas «conceitos com significado preciso».
«Nem este despacho podia fixar as prioridades de investigação criminal no sentido crescente ou decrescente. Isso não seria correcto», adiantou o director nacional da PJ.
Antes, o ministro da Justiça tinha considerado que «não tem qualquer fundamento» dizer-se que não se aposta no combate à criminalidade económica e que irá «reduzir o seu investimento e aplicação na luta contra a corrupção e crime económico em geral».
«Ao longo dos últimos meses, tomámos diversas iniciativas e celebrámos acordos com o Ministério das Finanças no sentido de aprofundar essa luta em áreas onde a criminalidade fiscal tem muito a ver com outras áreas de criminalidade económica, nomeadamente o branqueamento de capitais», esclareceu Alberto Costa à TSF.
O ministro entende ainda que houve uma «interpretação inconveniente duma intenção e de um projecto que tem seguramente este objectivo não só nas declarações, mas também nas acções».