A Deco detectou água de má qualidade e mesmo imprópria para consumo em 12 de 50 concelhos analisados. O estudo, divulgado esta quarta-feira, indica que na maior parte das zonas a água consumida é de qualidade mas continuam a existir localidades com problemas graves.
Aguiar da Beira, Arouca, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Montalegre, Murça, Nordeste, Pinhel, Povoação, Sabugal, Valpaços e Vila Franca do Campo são os «casos mais problemáticos», ou por terem fornecido água de fraca qualidade ou por terem muitas análises obrigatórias em falta.
Para este estudo, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) utilizou os dados do relatório do Instituto Regulador de Águas e Resíduos de 2004 e resultados de análises complementares efectuados em 2005 pela associação.
O estudo mostra que os principais problemas são a contaminação bacteriológica e excesso de ferro, arsénio, manganês e alumínio.
A Deco encontrou ainda cloratos e cloritos (que afectam a qualidade dos glóbulos vermelhos) em quantidades superiores às recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na água de Beja, Sabugal e Vila Velha de Ródão.
As águas de Valença e Valpaços continham valores elevados de endotoxinas (que podem provocar resistência a infecções, vómitos ou tensão alta).
A legislação portuguesa não obriga a que estas substâncias sejam analisadas na água, mas a OMS considera que podem vir a ser incluídas na lista de poluentes a pesquisar na água.