As aulas de substituição vão ser alargadas ao ensino secundário, anuncia José Sócrates, no mesmo dia em que os professores começam uma semana de greves contra a introdução de aulas de substituição e os prolongamentos de horários no segundo ciclo.
O primeiro-ministro considera «injusto» o protesto dos professores, porque apesar de a «greve ser um direito que não se põe em causa, esta greve não tem razão de ser, porque estas medidas (aulas de substituição e prolongamento de horários) são a favor da escola».
«Lamento muito que os sindicatos, sempre que há uma medida de mudança para melhorar o serviço, sejam sempre contra, já que tanto o Estado como os professores têm o dever de melhorar a Educação. Lamento que se ponham na posição conservadora de quem não quer mudar nada», criticou José Sócrates.
O anúncio do Governo surge no dia em que professores e educadores iniciam uma greve de uma semana às actividades não lectivas como as aulas de substituição e o prolongamento do horário de funcionamento do primeiro ciclo, que os sindicatos dizem representar uma sobrecarga de trabalho para os docentes.
Para a Federação Nacional de Professores (Fenprof), que decretou a paralisação, as mudanças introduzidas na organização do horário dos docentes, que os obriga a passar mais horas nas escolas, traduzem-se num «enorme desgaste e frustração» profissional, prejudicial ao seu serviço lectivo.