O Governo está a estudar mudanças no sistema de exames nacionais do 12º ano. No final do secundário os alunos podem passar a fazer apenas três provas.
O Português e a Filosofia deixam de ser obrigatórios para todos os cursos.
O jornal Público diz, esta manhã, que a ideia é centrar os exames nas áreas nucleares dos cursos.
O ministério já pediu várias opiniões e solicitou também um parecer formal ao Conselho Nacional de Educação.
O Secretário de Estado admite a hipótese das mudanças entrarem em vigor já este ano, mas apenas para os alunos do 11º ano que estejam a preparar-se para dois exames, o de Filosofia e outro de uma disciplina bienal.
Se a medida for concretizada esses alunos podem já não fazer a prova de Filosofia.
Quanto ao português, o exame nacional no final do ensino secundário em todos os cursos científico-humanísticos deixa de ser obrigatório, excepto no de Línguas e Literaturas.
O ante-projecto prevê que os alunos dos cursos tecnológicos e artísticos especializados só farão as provas se quiserem candidatar-se ao ensino superior.
O secretário de Estado explicou ao jornal que o objectivo é «centrar os exames nas áreas nucleares dos cursos e fazer com que a conclusão do secundário e o acesso ao ensino superior sejam dois momentos diferentes».
Em reacção a esta notícia, António Avelãs, da FENPROF, vê com bons olhos a alteração.
«A FENPROF nunca divinizou os exames nacionais que sempre considerou não como um meio de melhorar as aprendizagens», adiantou.
O dirigente sindical aposta na qualidade em vez de na quantidade. António Avelãs considera que o importante é «conduzir à melhoria da ténica de fazer exames que é algo completamente diferente».
A FNE também concorda com a redução do número de exames, mas João Dias da Silva tem dúvidas sobre o facto do Português e Filosofia deixarem de ser disciplinas alvo de provas obrigatórias.