Os professores do ensino básico e secundário fazem esta sexta-feira greve em protesto contra as novas regras de organização do trabalho na escola, esperando-se a adesão de 50 por cento dos docentes. O protesto não conta com a participação da FNE.
Vários sindicatos da Educação esperam uma adesão de pelo menos 50 por cento dos docentes na greve marcada para esta sexta-feira que visa expressar oposição às novas regras de organização interna das escolas e o alargamento do horário do 1º Ciclo.
O Sindep, uma das oito estruturas sindicais que convocaram esta paralisação, considera que a ministra da Educação «não permitiu que se estabelecesse negociações sobre as condições de trabalho dos professores», o que motivou a aderência deste sindicato à greve.
«Reconhece que elas existem e propõe no futuro não marcado que as vai modificar. Estamos a dar aulas hoje e vamos continuar exactamente a dar aulas durante este período e precisamos de ter prazos concretos para saber quando os professores detêm as condições para melhorar o ensino e o sucesso educativo», explicou Carlos Chagas à TSF.
Esta greve, que culmina com uma «manifestação nacional às 15:00 em Lisboa, poderá vir a afectar o funcionamento de mais de 14 mil escolas do ensino básico e secundário, uma vez que se prevê que participem na paralisação 70 mil professores sindicalizados.
A FENPROF é uma das outras estruturas sindicais a alinhar nesta greve, ao passo que a FNE decidiu-se demarcar-se deste protesto, após ter chegado a um entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues.