O ministro da Justiça admitiu, esta quarta-feira, discutir num futuro próximo o direito à greve por parte dos magistrados. No dia em que os sindicados do sector efectuaram uma greve, Alberto Costa disse ainda sentir «total solidariedade» do primeiro-ministro.
À margem de uma sessão de treinos do Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais, no Monsanto, Alberto Costa começou por dizer que desconhece os números exactos da greve, adiantando que, só no final do mês, quando for feito o processamento dos vencimentos dos magistrados e dos funcionários judiciais, é que poderá avançar com dados.
Apesar de admitir que «o desejável era que não houvesse greve», o ministro da Justiça admitiu, num futuro próximo, discutir o direito à greve por parte dos magistrados.
«Nesta fase não está em causa nenhum princípio constitucional, mas tendo em conta vários pareceres de constitucionalistas, que defendem o contrário, admito então num futuro próximo rever essa matéria», afirmou
Alberto Costa disse ainda que «é preciso estar preparado para as dificuldades e pensar no dia a seguir», prometendo, para tal, apresentar medidas sobre o novo mapa judiciário.
Questionado sobre se manteve contactos com José Sócrates ao longo do dia, e se este lhe terá demonstardo alguma solidariedade, Alberto Costa limitou-se a responder que sentiu «total solidariedade» por parte do primiro-ministro».