A ex-funcionária da Procuradoria-Geral da República (PGR) Teresa Sousa, acusada de extorsão, corrupção, falsificação e violação do segredo de justiça, ameaçou, esta sexta-feira, em tribunal revelar informações que incriminarão elementos do Ministério Público, caso seja condenada.
«Se eu for condenada, não tenho a menor dúvida de que terei muita coisa para revelar e muitos colegas seus estarão sentados comigo no banco dos réus», afirmou Teresa Sousa, dirigindo-se à procuradora do Ministério Público Manuela Ribeiro, nas alegações finais, que decorreram no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa.
O caso remonta a 2003, quando Teresa Sousa, na altura uma funcionária da Procuradoria-Geral da República (PGR), terá montado um esquema para extorquir quantias em dinheiro em troca de eventuais arquivamentos de inquéritos que estavam em curso na PGR.
Uma das pessoas que terá abordado foi o empresário e ex- jornalista Artur Albarran, a quem Teresa Sousa terá alegadamente tentado extorquir 100 mil euros, em 2004, em troca de informações sobre um processo relacionado com eventuais ilegalidades na empresa imobiliária de que era administrador, a Euroamer.
O advogado de Teresa Sousa, Themudo Barata, disse que a única coisa pela qual Teresa Sousa pode ser condenada é o crime de violação de segredo por funcionário.