O ministro da Saúde considera «irrelevante» que existam 224 mil doentes em lista de espera para uma cirurgia. Correia de Campos defende que o mais importante é saber se é possível diminuir o tempo que os doentes aguardam por uma intervenção cirúrgica.
O ministro da Saúde disse, esta segunda-feira, ser irrelevante que existam 224 mil doentes em lista de espera para uma cirurgia.
Segundo Correia de Campos, o mais importante é saber se é possível diminuir o tempo que os doentes aguardam por uma intervenção cirúrgica.
«O passado só nos interessa para lições do futuro. Não me interessa nada dizer que encontrámos 230 mil casos de lista de espera», afirmou.
«O debate que me interessa é saber que as operações que estamos a fazer na cirurgia electiva estão a tirar pacientes da cirurgia normal, ou se, porventura, os tempos de espera estão a ser encurtados ou se acessibilidade é universal», defendeu.
Ministro desmente relatório
Correia de Campos assistiu hoje à apresentação do 5º relatório do Observatório dos Sistemas de Saúde, um documento que mereceu várias correcções e desmentidos do ministro, sobretudo no que se refere à diminuição de 100 para 95 por cento dos medicamentos até agora comparticipados na totalidade pelo Serviço Nacional de Saúde.
O relatório levanta a hipótese de os doentes crónicos poderem ter que avançar com o custo dos medicamentos para posterior reeembolso, um facto que Correia de Campos desmentiu.