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Guardas que passam multas a superiores são «castigados»

 
Alguns agentes da GNR, que passaram multas a superiores hierárquicos apanhados a transgredir o código da estrada, estão a ser alvo de processos disciplinares. Os oficiais alegam que os processos foram instaurados porque os guardas não fizeram a saudação.

Um dos casos aconteceu na A23, perto de Abrantes. O oficial viajava à civil acompanhado da mulher e de um amigo. Parou o carro na berma da auto-estrada, onde foi abordado por uma patrulha da Brigada de Trânsito.

Um dos guardas pediu-lhe os documentos e avisou-o de que iria ser multado. O tenente-coronel foi reticente em entregar os documentos mas acabou por assinar o auto de contra-ordenação.

Passado um mês, o soldado que lhe passou a multa foi alvo de um processo por parte do oficial, por não lhe ter feito continência.

«Chega a ser ridículo», diz Manajeiro

O presidente da Associação Profissional da Guarda, José Manajeiro, diz que isto não é novidade e que muitos superiores «puxam dos galões» para gozarem de privilégios especiais.

«Chega a ser ridículo, quando categorias hierárquicas tentam gozar privilégios que não têm», afirmou, acrescentando que além disso, «o regulamento da GNR está desactualizado», prevendo por exemplo «saudações» quando tal não se justifica.

O comando-geral da GNR, contactado pela TSF, não quer por enquanto prestar declarações.



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