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Estudo de cadáveres é tão relevante como microscópio

 
A Faculdade de Medicina do Porto tem dois séculos de história e pela primeira vez pode ser obrigada a acabar com o estudo de cadáveres que é tão importante para a formação de um aluno como o uso de microscópio.

 

 

Esta ideia é defendida por Manuel Paula Barbosa, director do Instituto de Anatomia, que lembra o facto dos familiares muitas vezes não cumprirem a lei de doação de cadáveres.

O médico considera que é necessário fazer com «que a doação cadavérica produza efeitos, porque a intenção ocorre, tenho centenas de doações, mas os cadáveres que entraram nestes seis anos que decorreram foram apenas sete».

Por isso, para Manuel Paula Barbosa «é indispensável lançar mão dos corpos dos não reclamados. Para isso bastava uma pequena portaria que afirmasse que em vez dos 15 dias que temos para utilizar esses corpos, os mesmos ficassem à nossa guarda até que fossem reclamados por quem de direito».

O presidente do Instituto de Medicina Legal, Duarte Nuno Vieira, considera que com uma «campanha de sensibilização séria» estes problemas podem ser resolvidos.

O responsável defende que é preciso alertar as pessoas para «o acto altruísta» que representa a doação de um cadáver para investigação.



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