A ministra da Educação nega a existência de erros nas listas de colocação dos professores que vão preencher as vagas abertas por baixas, destacamentos ou licenças de maternidade. Maria do Carmo Seabra garante que «está tudo bem».
«As informações que tenho é que está tudo bem», disse Maria do Carmo Seabra, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, no final do debate mensal com o primeiro-ministro.
Segundo a ministra da Educação, «todos os horários pedidos pelas escolas foram preenchidos, com excepção de 1100 horários para os quais não havia candidatos».
Maria do Carmo Seabra especificou que 600 desses 1.100 horários referem-se à disciplina de informática e os restantes 500 a áreas como «engenharia civil, tecidos e agricultura».
«Mas esse não é um problema de colocação», frisou a ministra.
FENPROF exige novas listas e demissão da ministra
A Federação Nacional dos Professores exigiu hoje à tarde a retirada das listas divulgadas na noite de quarta-feira e que, segundo o ministério, colocaram 8478 professores.
Paulo Sucena, secretário-geral da Federação, disse à agência Lusa que as listas apresentam um número significativo de erros, entre os quais a colocação de professores contratados excluindo docentes do quadro.
«Este desastre na colocação pode ser motivado pelo facto de o Ministério da Educação ter misturado os horários residuais (de substituição de professores) com outros apresentados pelas escolas», disse.
O Secretariado Nacional da FENPROF, hoje reunido, exigiu também a demissão da ministra da Educação, sustentando que a «equipa demonstra incapacidade para resolver o problema».