A DECO encontrou defeitos graves em 96 por cento das casas novas visitadas no âmbito de um estudo sobre qualidade de construção. Deste modo, a associação apela ao reforço da fiscalização.
Segundo os resultados de um estudo da DECO, divulgados esta quarta-feira, em 32 dos 34 apartamentos inspeccionados foram detectados defeitos graves no edifício, habitação, ou zona envolvente.
Em relação à habitação, os principais problemas prendem-se com má instalação dos materiais e manchas de humidade nas paredes interiores dos apartamentos.
A associação de defesa do consumidor encontrou ainda problemas nas instalações de aquecimento, gás e ventilação.
Em 25 dos 34 casos, foram detectados problemas nos edifícios, nomeadamente falta de sistemas de detecção e combate a incêndios, falta de condições de acesso para deficientes ou salas de condomínio.
A principal falha encontrada nas zonas envolventes foi a falta de rede de transportes públicos, mas também falta de espaços de verde e lazer, resultado de excesso de construção.
Para a DECO, com a introdução da ficha técnica da habitação foi dado um passo para acabar com falta de qualidade de construção, mas é necessário reforçar a fiscalização.
A associação sugere ainda o aumento do período de garantia das casas novas, de cinco para dez anos, certificação de construção obrigatória e seguro contra defeitos.
Em 2003, a DECO recebeu 2500 queixas de consumidores relativas a problemas em casas novas.