A PJ de Faro confirmou hoje a morte da menina de oito anos desaparecida há 11 dias no Algarve e deteve «dois familiares próximos», a mãe e o tio da menor, por suspeita de homicídio qualificado.
Num comunicado divulgado ao meio da tarde desta quinta-feira, a Polícia Judiciária confirmou a morte da menina de oito anos, desaparecida desde o dia 12 de Setembro na localidade de Figueira, Portimão.
A PJ informou, também, que «identificou e deteve duas pessoas pela presumível autoria de um crime de homicídio qualificado».
«Os detidos, familiares muito próximos da vítima, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção», acrescenta o comunicado.
A TSF sabe que os familiares que foram detidos são a mãe e o tio da criança, que serão ouvidos pelo Tribunal de Portimão na sexta-feira.
Em declarações à TSF, o sub-director da PJ de Faro afirmou que a prova recolhida leva a crer que a mãe e o tio terão sido os autores do crime e que este terá sido cometido no dia em que a menor desapareceu.
A confirmação da morte de Joana Guerreiro surge depois de terem sido efectuadas buscas, por agentes da Judiciária e da GNR, num terreno a cerca de 500 metros da casa onde a criança habitava.
As buscas, que se revelaram infrutíferas, foram acompanhadas pela mãe e pelo tio de Joana Guerreiro e destinar-se-iam a encontrar o corpo da criança.
«Ainda não foi encontrado o corpo da criança, pois ele foi enterrado de noite e portanto não temos um local preciso. O que temos neste momento são vários indícios», explicou João Neto, que afirmou que o crime «violento» foi cometido por «motivos fúteis».
Joana Guerreiro residia há cerca de um ano na aldeia da Figueira, no concelho algarvio de Portimão, e desapareceu no dia 12 de Setembro. A menina vivia com a mãe, o padrasto e dois irmãos de um e dois anos.
O caso, que estará relacionado com desvio de pequenas quantidades de dinheiro, foi entregue, no início, à GNR de Portimão, mas o passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ) há uma semana.