O Governo decidiu adiar a divulgação da lista definitiva de colocação dos professores para o dia 20 de Setembro, quatro dias depois do primeiro dia do arranque oficial do ano lectivo, que começa no dia 16, quinta-feira.
Numa nota oficial, o Ministério da Educação reconheceu, esta terça-feira, que é impossível publicar a lista definitiva até quarta-feira, mas afirmou que «malgrado este atraso, num número significativo de escolas o ano lectivo iniciar-se-á, conforme previsto, a 16 de Setembro».
No entanto, a tutela não indicou o número de escolas nas quais as aulas vão iniciar-se no primeiro dia.
Na nota do Ministério da Educação lê-se também que, apesar de este ano já estarem colocados nas escolas todos os funcionários não docentes, ainda «há casos em que o início das actividades está estritamente dependente da publicação das listas».
Nestas escolas, conclui o documento, o ano lectivo «poderá começar até dia 23 de Setembro, conforme anteriormente anunciado».
FENPROF pouco convencida com prazo
No entanto, a Fenprof não se mostrou convencida com o prazo anunciado pelo Ministério da Educação.
Segundo Augusto Pascoal, da Fenprof, «há escolas que não têm nenhuma hipótese de começar dentro do calendário previsto».
Por seu turno, o antigo Ministro da Educação do PS, Augusto Santos Silva, considerou que este atraso mostra bem o «caos absoluto» que existe no Ministério da Educação.
É uma situação «muito preocupante porque as escolas dificilmente trabalharão em condições regulares antes do mês de Outubro», salientou Augusto Santos Silva.
Entretanto, o Sindicato dos Professores da Região Centro estimou que cerca de 90 por cento das escolas da região não irão começar as aulas a 16 de Setembro devido à falta de professores.
Várias associações sindicais representativas dos professores revelaram que mesmo que os docentes estejam colocados nas escolas de 16 a 23 de Setembro, o início das aulas está comprometido, visto que os profissionais necessitam de tempo para conhecer as turmas e os alunos.