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Avelino Ferreira Torres perde mandato

 
Avelino Ferreira Torres, autarca de Marco de Canavezes foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa pelo crime de peculato e perda de mandato.

 

 

O Tribunal de Marco de Canavezes condenou hoje o presidente da autarquia local, Avelino Ferreira Torres (CDS-PP), a três anos de prisão com pena suspensa e decretou a perda de mandato pelo crime de peculato e peculato de uso.

Autarca era acusado dos crimes de abuso de poder, peculato e peculato de uso, termina hoje com a leitura da sentença no Tribunal de Marco de Canaveses.

A defesa de Avelino Ferreira Torres tem 15 dias para decidir se vai recorrer. «Tenho 15 dias para pensar se vou ou não recorrer. As decisões dos advogados têm de ser ponderadas, por isso ainda vou pensar se vou ou não recorrer», disse o advogado do autarca, Gil Moreira dos Santos.

Francisco Gil Mendes, secretário da Junta de Freguesia de Ariz que apresentou a denúncia à PJ, ficou satisfeito com a decisão: «Havia um comportamento fora do normal por parte do presidente da câmara e o acórdão vem provar que não é com estas atitudes que os autarcas devem estar na vida política».

«O senhor Luís Nobre Guedes, que neste tribunal disse que eram pessoas como Ferreira Torres que faziam falta ao país, e Paulo portas, que na campanha eleitoral disse que Ferreira Torres geria os dinheiros públicos como ninguém, deverão tirar algumas ilações das decisões de hoje», acrescentou Gil Mendes.

O caso remonta aos anos de 1995 e 1996, quando alegadamente o presidente da Câmara de Marco de Canaveses utilizou bens e equipamentos da autarquia para realizar trabalhos particulares, em propriedades que possui.

Neste processo, cujo julgamento teve início a 03 de Março, são também arguidos Agostinho José Vinha, ex-assessor de imprensa do presidente da Câmara de Marco de Canaveses, e Mário Vasconcelos Nogueira, que era encarregado de obras da autarquia.

Durante o julgamento, Ferreira Torres negou as acusações, afirmando que nunca utilizou veículos e ferramentas da autarquia em obras particulares.

O autarca admitiu, no entanto, que os trabalhos foram executados por funcionários da Câmara, mas sempre nos seus tempos livres, nomeadamente quando gozavam folgas por horas extraordinárias não pagas.



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