Cerca de 40 por cento dos alunos demonstraram grau zero ao nível da compreensão da leitura na prova de aferição de Português realizada em 2003. Em Matemática, são os alunos do 4º ano que têm melhores resultados.
Um estudo sobre a análise da prova de aferição de Português indica que a compreensão de leitura e da expressão escrita dos alunos do 4º ano de escolaridade baixou para metade nos últimos três anos, passando de 75 por cento em 2001 para 38 por cento em 2003.
Relativamente aos alunos do 6º ano, o estudo revela que em 2003 o nível máximo de desempenho na compreensão da leitura e expressão escrita foi o mais baixo das provas realizadas até então (43 por cento) e que 43 por cento dos alunos tiveram zero.
Os dados de 2003 reportam-se a uma amostra de 2537 alunos do 4º ano de escolaridade, 2603 alunos do 6º ano e 2674 do 9º ano que realizaram as provas de aferição de Português e Matemática.
O estudo analisou três competências para a prova de Português: «compreensão da leitura e da expressão escrita», «conhecimento explícito da língua» e «expressão escrita».
Segundo o Ministério da Educação, os resultados não são surpreendentes, mostrando problemas estruturais que existem há muitos anos.
Comparando os resultados de 2003 com os do ano anterior, os dados indicam que os valores percentuais relativos ao nível máximo de desempenho baixaram cerca de sete por cento.
Matemática: resultados pioram com os anos
Na prova de aferição de Matemática os dados revelam que no conjunto dos três anos de escolaridade avaliados (4º, 6º e 9º anos) são os alunos do 4º ano que revelam melhor desempenho.
O documento dá ainda conta da existência de um grande desnível nas taxas de sucesso do 4º para o 6º ano, sendo este último o ano que apresenta piores resultados.
A análise do desempenho por competência revela que em matéria de conhecimento de conceitos e procedimentos matemáticos, os valores mais altos são atingidos pelos alunos do 4º ano de escolaridade.
Os alunos do 9º ano apresentam um nível de desempenho próximo dos 50 por cento o que, segundo o documento, revela um acréscimo desta competência relativamente ao desempenho dos alunos do 6º ano.
No domínio da resolução de problemas, a análise do Ministério, indica um decréscimo de aquisição ao longo dos diversos anos de escolaridade, do 4º até ao 9º ano.