Na Califórnia, onde o casamento homossexual é ilegal, a Câmara Municipal de São Francisco abriu as portas, esta segunda-feira, feriado no país, para unir estes casais que se deslocam às centenas de todo o território norte-americano.
O novo presidente democrata de São Francisco, Gavin Newsom, decidiu celebrar o máximo de uniões homossexuais, ilegais neste Estado federado, antes que a justiça o impeça.
Desde quinta-feira vários casais homossexuais estão a contrair matrimónio livremente na Câmara Municipal, onde se estão a deslocar pessoas de toda a parte dos Estados Unidos.
Na semana passada decorreu o «Freedom to Marry Week», que incluiu cerca de 20 manifestações a favor do casamento homossexual.
Vários casais «gay» fizeram também pedidos de casamentos em todos os Estados Unidos. Mas apenas em São Francisco o inesperado aconteceu.
As licenças foram atribuídas e a autarquia teve mesmo a necessidade de recrutar 200 voluntários para fazer frente a tantos casamentos.
O primeiro casal homossexual a contrair matrimónio na Califórnia foram Del Martin, de 83 anos, e Phyllis Lyon, de 80, que vivem juntas há 51 anos.
As uniões em causa apenas são válidas na Califórnia, depois do Supremo Tribunal da região se ter pronunciado contra uma proibição estatal de casamentos homossexuais, como aconteceu em 18 de Novembro em Massachusetts.
As principais diferenças entre o casamento federalmente reconhecido ou num único Estado, é que neste último caso a união não é reconhecida nos outros Estados e não é dada cidadania a parceiros não nacionais.