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Carta europeia para reduzir 40 mil mortos por ano

 
A União Europeia lançou, quinta-feira, uma Carta Europeia de Segurança Rodoviária. O objectivo é comprometer governos e outras entidades a reduzir para metade, até 2010, as 40 mil mortes registadas anualmente nas estradas comunitárias.

Ao assinarem a Carta Europeia de Segurança Rodoviária, governos, escolas, fabricantes de automóveis, seguradoras e empresas construtoras de estradas, entre outras entidades, comprometem-se a conferir elevada prioridade à segurança rodoviária, partilhar informação de acidentes, fomentar programas de treino para condutores, tornar mais seguros veículos e estradas e assegurar que as vítimas de acidentes tenham acesso a assistência jurídica.

Anualmente, 40 mil pessoas morrem em acidentes rodoviários nas estradas comunitárias. A sinistralidade rodoviária é também responsável por 1,7 milhões de feridos e tem um custo para a economia europeia avaliado em 160 mil milhões de euros.

Nos 10 Estados que vão aderir à UE a 1 de Maio deste ano, 12 mil pessoas morrem anualmente nas estradas.

A comissária europeia responsável pela tutela dos Transportes, Loyola de Palacio, sublinhou, quinta-feira, numa breve cerimónia, que a segurança rodoviária incumbe aos fabricantes de automóveis e aos governos, mas também às seguradoras, escolas, autoridades municipais e discotecas.

Uma das companhias signatárias, a ESSO Europa, referiu em comunicado que irá tornar mais exigentes os requisitos para os seus próprios condutores de camiões, solicitar aos condutores subcontratados para frequentarem cursos de condução defensiva e lançar campanhas de sensibilização para o uso do cinto de segurança.

Sinistralidade, principal causa de morte entre jovens

Em Portugal, a sinistralidade é a principal causa de morte entre a população com menos de 25 anos. Também nas estradas europeias, os mais jovens são os mais vulneráveis.

De acordo com os números disponíveis, os acidentes rodoviários nas estradas europeias matam anualmente dez mil pessoas entre os 15 e os 24 anos, sete mil peões, seis mil motociclistas e 1800 ciclistas.

O excesso de velocidade é a principal causa de morte (15 mil mortes por ano), seguido do consumo de álcool ou drogas e fadiga (dez mil mortos).

A União Europeia calcula que sete mil pessoas continuam a morrer nas estradas comunitárias por não usarem cinto de segurança.



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