O presidente russo, Vladimir Putin, referiu, nesta segunda-feira, que Moscovo continua a analisar o protocolo ambiental de Quioto, mas não tem ainda indicações sobre quando será ratificado. A ratificação russa é fundamental para que o pacto entre em vigor.
Vladimir Putin diz que a Rússia vai decidir «em função dos seus interesses nacionais» a aprovação do protocolo ambiental. O chefe de Estado russo referiu-se ao pacto de 1997 na abertura de uma conferência internacional sobre mudanças climáticas, mas não desfez as dúvidas sobre quando a Rússia vai ratificar o acordo com sets anos.
«O governo russo examina minuciosamente essa questão e estuda todos os problemas que lhe estão ligados. A decisão será tomada de acordo com esses trabalhos e em conformidade com os interesses nacionais da Rússia», referiu.
A ratificação russa é fundamental para a entrada em vigor do protocolo, depois do abandono dos Estados Unidos. Para que o protocolo de Quioto tenha força de lei internacional deve ser assinado por mais de 55 países, responsáveis por mais de metade das emissões de gases para a atmosfera . Até agora 54 países já ratificaram o pacto, pelo que a Rússia tem quase um «direito de veto».
Apesar de Moscovo sublinhar que pretende ratificar o acordo de Quioto, exige garantias e benefícios económicos, como investimentos estrangeiros, necessários para modernizar a indústria energética do país.
No entanto, há especialistas que apontam outras razões para o adiamento da ratificação, considerando que os Estados Unidos estão a pressionar Moscovo, já que pretendem ver o acordo definitivamente enterrado.