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Oposição responsabiliza Governo pela subida

 
O PSD não está surpreendido com o aumento do desemprego emprego em Portugal. O deputado social-democrata Patinha Antão diz que a subida da taxa para 8,5 por cento em Outubro, só mostra que o Governo está de «costas voltadas» para a criação de emprego. Críticas igualmente feitas pelo CDS-PP e Bloco de Esquerda e PCP.

 

 

O PSD disse hoje não ficar surpreendido com o aumento do desemprego em Outubro, em que Portugal registou a terceira taxa mais elevada da União Europeia, fixando-se nos 8,5 por cento.

Ouvido pela TSF, o deputado social-democrata Patinha Antão responsabilizou o Governo pela subida do desemprego.

«Infelizmente, não é nenhuma surpresa para nós. Já tínhamos antecipado que a lógica desta política económica do Governo, que está de costas voltadas para a criação de emprego e para o o crescimento da economia nacional, provocaria este resultado», considerou.

«O desemprego sobe para 8,5 por cento em Outubro, cresce em relação mês homólogo 0,7 pontos percentuais, a uma velocidade enorme, estando a liquidar a mensagem que o Governo pretende fazer passar de que o desemprego estará a estabilizar», acrescentou.

Patinha Antão disse ainda que cabe agora ao Governo encontar soluções, lamentando que o Executivco ande de «braços cruzados» perante esta situação.

A actuação do Governo em matéria de criação de emprego é também criticada pelo CDS-PP, com Pedro Mota Soares a acusar o Governo de ter apresentado estimativas «irrealistas» nesta matéria.

Posteriormente, o líder do CDS-PP desafiou o primeiro-ministro a falar aos portugueses sobre o aumento do desemprego e a esclarecer promessas na área da segurança.

«O sr. primeiro-ministro tem a obrigação de, no dia 11, dizer uma palavra às pessoas que estão há muito no desemprego, aos jovens que não conseguem um primeiro emprego ou às mulheres», afirmou Paulo Portas, referindo-se ao debate mensal já agendado com José Sócrates para 11 de Dezembro no Parlamento.

De igual modo, o Bloco de Esquerda exige que o Governo vá ao Parlamento para esclarecer os números relativos ao desemprego.

Francisco Louçã defendeu a taxa de desemprego em Portugal é o resultado de uma «má governação», destacando aquilo que considera ser uma «irresponsabilidade grave» do ministro do Trabalho que, recentemente, anunciou uma estabilização do desemprego no país.

Já o líder comunista Jerónimo de Sousa considera que o Governo tem seguido uma política económica de «casino», pelo que o resultado só podia ser o de aumento do desemprego.

Também a UGT se mostrou preocupada com os números do desemprego, com a sindicalista Paula Bernardo a considerar que estes valores «contrariam a tendência» que sempre existiu em Portugal.



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