Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto voltam a medir forças, esta segunda-feira, pelo controlo do maior banco privado português. Esta tarde, no Porto, é retomada a assembleia-geral do BCP que, no início do mês, foi interrompida devido a problemas informáticos.
A alteração dos estatutos do BCP e o alargamento do conselho geral e de supervisão são os dois pontos em destaque na assembleia-geral extraordinária dos accionistas do maior banco privado português.
As informações disponíveis indicam que os contactos para um acordo têm sido intensos nas últimas horas mas tudo está em aberto.
O primeiro ponto da ordem de trabalhos da assembleia-geral extraordinária de hoje refere-se à alteração dos estatutos do banco, do sistema dualistas para o monista, sendo a proposta assinada por 7 accionistas: a SGC, de Pereira Coutinho; a Sogema, de Bernardo Moniz da Maia; a Investifino, de Manuel Fino; a Fundação José Berardo; Vasco Pessanha,
Filipe de Botton e Diogo Vaz Guedes.
Para ser aprovada, esta proposta precisa de reunir os votos de dois terços do capital do banco presente na assembleia geral, e, no caso de isso acontecer, o ponto dois da ordem de trabalhos prevê que sejam eleitos os novos órgãos sociais da instituição financeira, sendo apresentada uma lista pelos mesmos accionistas, na qual Teixeira Pinto aparece como presidente do conselho de administração alargado.
Os pontos 3 e 4 da ordem de trabalhos incluem duas propostas, feitas pela TEDAL, da família Teixeira Duarte, para que se mantenham o número de membros do actual conselho de administração e, também, do conselho geral e de supervisão.