Reagindo aos números do INE sobre o desemprego, a oposição afirma que a Economia portuguesa está parada e garante que, ao contrário do que o Governo afirma, o desemprego tem vindo a aumentar.
As estimativas do INE indicam que existem, nesta altura, mais de 440 mil desempregados. Uma baixa de 6, 3 por cento face aos primeiros três meses do ano, mas um aumento de 8, 6 por cento quando comparado com o segundo trimestre do ano passado.
Ainda pelos dados do Instituto Nacional de Estatística, o número de empregados aumentou 0,4 pontos percentuais, relativamente aos três meses anteriores e baixou 0, 5 pontos percentuais em termos homólogos.
Miguel Frasquilho, do PSD, afirma que esta subida da taxa de desemprego, entre 2006 e 2007, «é preocupante e negativa, sobretudo porque mostra que a nossa taxa de desemprego continua 1 por cento acima da taxa da zona Euro».
Da parte do CDS -PP, Diogo Feio considera que estes números, apesar da ligeira redução do desemprego, mostram a falta de políticas activas de emprego e confirmam mais uma vez o fraco crescimento da económica.
«Isto demonstra a diferença que há entre os discurso do Governo, que diz que a Economia está a crescer, e que estamos em grande recuperação, e aquilo que os portugueses sentem que são números de desemprego altíssimos», critica Diogo Feio.
Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, olha para estes dados e encontra acima de tudo a manutenção da tendência para o aumento do desemprego em termos globais
«Estes números demonstram que no segundo trimestre houve uma ligeira redução percentual de desempregados, mas revela um aumento do número absoluto de desempregados em relação aos meses anteriores e aos últimos anos», diz Louçã.
O deputado bloquista acrescenta ainda que «desde 1986 que não havia tantos desempregados registados no INE, porque há desempregados que já não aparecem nas estatísticas porque já nem sequer procuram emprego».
Vasco Cardoso, do PCP, diz que esta melhoria no segundo trimestre é apenas «conjuntural», porque o problema do desemprego, em Portugal, é mais profundo, é um problema «estrutural».
«Já há vários trimestres consecutivos que o número de desempregados não baixa dos 450 mil, e se compararmos com períodos homólogos verificamos que esse número tem vindo a crescer de forma sustentada», acusa o deputado.
A TSF ouviu também o deputado do PS Victor Ramalho que defende que, «perante a actual conjuntura», o Governo tem feito «todos os esforços para diminuir a taxa do desemprego».