Mário Lino, o ministro das Obras Públicas, evocou esta manhã a sua qualidade de Engenheiro Civil, inscrito na Ordem, e arrancou uma gargalhada da plateia do Terceiro Congresso do Oeste. Em Alcobaça, o ministro "disparou" críticas aos que defendem mais estudos sobre a localização do novo aeroporto.
Durante o seu discurso, centrado na defesa da construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota (Alenquer), a 50 quilómetros a norte da capital, negou que o governo esteja motivado «por qualquer sentimento de teimosia em avançar com este projecto» como afirmou o líder da oposição, Marques Mendes.
«Os subscritores de localizações especulativas entre o estuário do Tejo e do Sado têm afirmado que aí o aeroporto seria mais barato. O raciocínio é: o terreno e mais plano e portanto há menor movimentação de terras. Penso que este raciocínio não é sério», salientou Mário Lino.
«Digo isto com consciência profissional evocando a minha condição de engenheiro civil, inscrito na Ordem dos Engenheiros. Um projecto como o do aeroporto de Lisboa não é apenas um projecto de engenharia civil, é um projecto com muitas outras coordenadas que devem ser aprovadas por quem decide», salientou provocando uma gargalhada na plateia.
O governante lembrou que já foi apresentado o modelo de transacção do projecto com vista ao lançamento «durante o segundo semestre deste ano do concurso de concepção, construção e operação do novo aeroporto de Lisboa».