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Pagar horas extraordinárias a 200 por cento é um exagero

 
A AutoEruropa está no limite da produção e o futuro apresenta-se risonho no que toca às exportações. O balanço foi feito pelo director-geral da fábrica de Palmela que, no entanto, deixou um recado: é preciso rever o pagamento das horas extraordinárias sob risco de afectar a competitividade da fábrica.

 

 

A administração da AutoEuropa considera que o valor do pagamento das horas extraordinárias em Portugal é demasiado elevado, situação que corre o risco de afectar a competitividade da fábrica face às congéneres europeias.

Esta sexta-feira, durante a inauguração da Fábrica da Inapal Plásticos, no Parque Industrial da Europa, em Palmela, Emílio Saenz defendeu que é uma loucura pagar as horas extraordinárias a 200 por cento.

O director da AutoEuropa defendeu que o pagamento das horas extraordinárias tem de ser revisto até Setembro e que Portugal continua a ser o «calcanhar de Aquiles» em relação a outras fábricas na Europa, no que toca ao pagamento do trabalho suplementar.

«É uma coisa a que temos de dar volta porque senão não vamos ser competitivos no futuro», avançou aquele responsável.

Contactada pela TSF, a Comissão de Trabalhadores (CT) da AutoEruopa diz que ainda é cedo para se pronunciar sobre o assunto, uma vez que as negociações só vão começar em Agosto.

A CT admite, no entanto que a negociação das horas extraordinárias deve ser um dos pontos na mesa de negociações.

Produção da AutoEuropa recomenda-se

O director-geral da Autoeuropa falou ainda do actual nível de produção da fábrica, considerando que a empresa está no limite da capacidade de produção de 220 veículos por dia do novo Volkswagen EOS e mostrou-se muito optimista em relação às exportações.

«As exportações do novo Volkswagen EOS no segundo semestre deste ano vão ser muito positivas e a empresa vai manter a produção durante as três semanas de Verão (a Autoeuropa costuma encerrar 3 semanas para férias do pessoal)», acrescentou o director-geral da fábrica de automóveis de Palmela.

Emílio Saenz revelou ainda que a empresa vai avançar com a introdução do novo EOS no mercado norte-americano a partir da 36ª semana deste ano, a que se seguirá a entrada no mercado do Japão.

Questionado sobre a importância da fábrica da Inapal Plásticos que hoje foi inaugurada pelo Presidente da República, Emílio Saenz assumiu claramente que se trata de uma unidade industrial "fundamental" para a Autoeuropa.

«A fábrica da Inapal é fundamental porque a Inapal está a fabricar módulos e os módulos têm de ser fabricados perto da Autoeuropa para não haver custos de transporte elevados. Fornece-nos pára-choques, tampa da mala e peças da capota (retráctil)», frisou o director-geral da Autoeuropa.



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