A economia portuguesa voltou a dar sinais de melhoria em Abril, completando cinco meses de recuperação, de acordo com o indicador coincidente esta sexta-feira divulgado pelo Banco de Portugal.
Os dados do relatório dos indicadores de conjuntura mostram que o indicador coincidente mensal da actividade económica, que informa sobre as tendências subjacentes à evolução da economia portuguesa, subiu 0,6 por cento em Abril em relação a igual mês de 2005.
Em Março, este indicador, que vale pelo seu carácter qualitativo, tinha aumentado 0,4 por cento.
O Banco de Portugal diz que os dados sugerem que a actividade económica «continuou a apresentar uma trajectória ascendente», com o indicador coincidente a completar cinco meses consecutivos de recuperação.
O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.
O relatório do Banco de Portugal refere ainda que os dados apontam para a continuação da recuperação do consumo privado, a qual já tinha sido iniciada final do ano passado.
O indicador coincidente do consumo privado subiu 1,2 por cento em Abril, a um ritmo mais elevado do que em Março, apesar do indicador de confiança dos consumidores ter piorado (passou de menos 36 para menos 39 pontos).
Esta foi a primeira vez em quatro meses em que a confiança dos consumidores se deteriorou.
O sentimento económico, outra medida do andamento da economia, também subiu, passando de 87,5 pontos em Março, para 88,5 pontos em Março.
Ao nível do investimento, os sinais relativos aos três meses terminados em Abril não são muito animadores: a venda de veículos comerciais caiu, as vendas de cimento desceram e a confiança dos empresários no sector da construção recuou. O volume de negócios do comércio a retalho também desceu.
No segmento das vendas de ligeiros de passageiros registou-se uma melhoria, segundo os dados do Banco de Portugal.