O ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou esta terça-feira que vai continuar a seguir a mesma política para o emprego, porque esta só terá efeitos a longo prazo.
Viera da Silva garantiu ainda estar confiante numa inversão do crescimento do desemprego em Portugal, atribuindo os números negativos esta terça-feira divulgados à situação que a economia portuguesa atravessa.
O ministro do Trabalho alertou que recuperação do desemprego «não será rápida», mas declarou-se confiante nas políticas que o Governo tem vindo a aplicar.
O responsável adiantou também que grande parte das iniciativas que têm vindo a ser adoptadas e os investimentos anunciados «não produzem efeitos imediatos», sendo fundamental «recuperar os níveis de confiança na economia».
«Os níveis de criação de emprego têm estado estabilizados, mas tem sido impossível criar novos postos de trabalho para os que chegam ao mercado», disse.
Apesar deste cenário, Vieira da Silva considera que «há bons sinais na economia portuguesa» e lamentou que estes indícios não tenha chegado à área laboral.
O ministro está confiante de que as mudanças em curso «vão surtir efeitos» e permitir cumprir o objectivo da criação de 150.000 postos de trabalho até ao final da legislatura.
Durante a audição nas comissões sobre a sustentabilidade da segurança social, Vieira da Silva sublinhou que o aumento das prestações com o desemprego foi o mais «impressivo» quando comparado com outras prestações sociais, tendo subido de 873 milhões de euros em 2001 para os 1.800 milhões de euros em 2005.
Segundo disse, a questão dos subsídios de desemprego está numa «fase avançada de negociação» em sede da concertação social, sendo positiva a sua expectativa quanto a uma evolução nesta matéria.